quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

iCarly - fanfics 1 e 2 - 3ª temporada

Feliz Ano Novo, gatinhos e gatinhas! Obrigada por todo apoio e incentivo durante 2010! Espero contar com vocês em 2011! Desejo que todos os seus sonhos se realizem, no novo ano! Beijinhos :)

Para J.L.”Past loves/ They never got very far”, mas uma hora, é preciso por um fim.


Fanfic 1

*Direitos de iCarly resevados a Dan Schneider e a Nickelodeon

*********DI@ D@ INDEPENDÊNCI@********

@P@RT@MENTO DE C@RLY

– Ei, adivinha quem vem passar o 4 de julho com a gente? – perguntou Carly, checando seus e-mails, sentada ao balcão da cozinha.

– Quem? – perguntou Spencer, que estava assistindo à TV.

– O papai.

– O quê!? – disse Spencer, levantando-se. – Não, não pode. – Ele caminhou até o balcão para ler o e-mail.

– Quem ouve vai achar que você não gosta do papai – repreendeu Carly.

– Se ele vier pra cá vai descobrir que eu não estou na faculdade – disse Spencer, desesperado.

– Você já deveria ter contado...

– Ah, mas você também não contou a ele que está namorando o Griffin.

– Mas ele não vai proibir – disse Carly, parecendo confiante. – Vai? – ela olhou para Spencer, apreensiva.

– Se o papai aparecer aqui, pode ter certeza que nossas vidas vão mudar radicalmente – disse ele, em tom sombrio.

– Fala, pessoal – disse Sam, entrando no aprtamento, acompanhada por Freddie e Melanie. – Verão, sol maravilhoso e vocês aqui dentro? Vambora pro clube ou pra praia.

– Tô esperando a Verônica – disse Spencer. – Vamos correr numa mini-maratona hoje. O vencedor ganha uma visita aos estúdios da Nickelodeon.

– Mas essa corrida vai ter só crianças e adolescentes – disse Freddie.

– Não – disse Spencer. – Todas as idades.

– Por que quer conhecer a Nick? – perguntou Carly.

– Fala sério, ter a chance de estar no estúdio que criou “Doug Funny” e “Dora, a aventureira”, os melhores desenhos animados de todos os tempos – disse Spencer, rindo. O celular dele tocou. – Tchau, pessoal. A Vê tá me esperando lá embaixo. Ah, bom te ver de novo, Melanie. – Ele saiu.

– Seu irmão é pirado – disse Sam a Carly e foi até a geladeira.

– Eu sei. Oi, Melanie. Veio passar as férias com a gente?

– É; tava morrendo de saudades de vocês.

– E o Nevel? Vocês voltaram, né?

– Saimos algumas vezes, mas não estamos namorando – respondeu Melanie. – Ele gosta de outra pessoa.

– E você também – disse Sam, puxando Freddie para perto dela.

– Isso é particular, Sam – disse o garoto, sentando-se num banco ao balcão.

– Ah, todo mundo sabe que a Melanie é apaixonada por você, desde a primeira vez que esteve aqui.

– Ah, pessoal – disse Carly, antes que houvesse uma briga –, meu pai vai vim para o feriado. Não é demais?

– Eu tenho que ir – disse Melannie. – Eu e o Nevel temos que preparar o próximo programa. Tchau. – Ela saiu.

– Tchau – disse Sam. Freddie e Carly olharam para ela, reprovadores.

@LGUM TEMPO DEPOIS

Carly e Griffin estavam beijando-se no sofá quando Spencer e Verônica entraram.

– Ganhei! – disse Spencer e o casal afastou-se. – Carly! Não disse que não era para ficar com o Griffin aqui quando eu não estivesse!

– A gente não tava fazendo nada demais – defendeu-se Carly e mudou de assunto. – Vocês ganharam? Parabéns!

– Eu ganhei – disse Spencer, olhando feio para Griffin. – Vê só chegou em décimo lugar.

– Vocês tavam competindo pelo quê? – perguntou Griffin.

– Conhecer os estúdios da Nickelodeon – respondeu Carly.

– Demais! – disse Griffin. – Pede um autógrafo ao Dan Schneider e a Keke Palmer pra mim?

– Não – disse Spencer. – Sabe quem vai chegar amanhã? O Sr. Shay. E você pode ter problemas, Griffin.

– Seu pai vem pra cá e você não me disse? – perguntou Griffin a Carly.

– Se beijasse menos e converssasse mais – disse Spencer.

– Seu pai chega amanhã? – perguntou Verônica. – Mas a viagem é amanhã.

– Peraí – disse Carly, levantando-se. – Você vai viajar quando o papai vem nos visitar? – Spencer foi para cozinha. Ela foi atrás dele. – Você tá fugindo pra não contar que largou a faculdade!

– Diz a ele que era uma viagem importante – disse Spencer, depois de tomar um pouco de água. – Ele vem, vai embora e evitamos aborrecimentos.

– Não acho isso certo – disse Verônica. – Você deveria contar.

– Obrigado, Vê – disse Spencer, pegando-a pela mão e levando-a até a porta. – A gente se vê amanhã. Tchau. – Deu-lhe um beijinho e fechou o porta.

– Spencer! – disse Carly. O irmão foi para o quarto. – Que ótimo!

– Será que seu pai vai aprovar nosso namoro? – perguntou Griffin, preocupado.

– Acho que sim. – Eles abraçaram-se.

– Tô cansada de você me ligar toda hora – disse Sam a Freddie, enquanto os dois entravam no apartamento.

– “Toda hora”? Eu te liguei duas vezes. Você sumiu a tarde toda!

– Eu não tenho que te dar satisfação de onde eu vou.

– Faz duas semanas que você não fala direito comigo, não atende quando ligo. Estamos juntos, certo? Porque, se terminamos, você não me avisou.

– Faz menos de um mês que vocês voltaram e estão brigando de novo? – perguntou Griffin.

– O Freddie que não larga do meu pé – disse Sam, indo para cozinha.

– Já que quer ficar livre de mim, então ótimo. Acabou. – Freddie saiu, batendo a porta. Sam pegou um pudim, abriu e começou a comer, indiferente.

DI@ SEGUINTE

A campanhia tocou e Carly foi atender a porta.

– Pai – disse ela, abraçando o homem alto, forte, de cabelos castanhos, quase grisalhos, vestido de terno, parado na porta.

– Carly, minha princesinha – disse o Sr. Shay, abraçando-a bem forte. – Uau, como você cresceu. – Ele olhou-a admirado. – Linda.

Carly fechou a porta e levou-o até a cozinha.

– Você lembra da Sam, né? – apontou para garota sentada ao balcão, comendo pizza.

– E, aí, Sr. Shay – disse Sam, com a boca cheia.

– Ainda brigam por sanduíches? – brincou a Sr. Shay.

– Freddie – disse Carly.

– Oi, Sr. Shay, como vai o senhor? – perguntou Freddie, sentado ao computador.

– A Srª Benson – Carly apontou para mulher cozinhando.

– Olá, Sr. Shay – disse Marizza, rindo e ajeitando o cabelo. O Sr. Shay beijou a mão dela.

– Ela vai cozinhar pra gente – A Srª Benson voltou aos seus afazeres, ruborizada. – Cuidado – sussurou Carly para o pai.

– Onde está o Spencer?

– Ahn... ele teve que viajar. Ele pediu desculpas, pai.

– Ah, queria tanto vê-lo. E esse monte de tralha, o que é? – perguntou o Sr. Shay, apontando as esculturas de Spencer, amontoadas no canto.

– Coisas do iCarly – respondeu Carly, rapidamente. – Ah, pai, esse é o Griffin – ela segurou a mão do garoto perto dela. – Meu namorado.

– Seu nam... namorado? – perguntou o pai, surpreso. – Pensei que namorasse o Freddie.

– Não – disse Carly.

– Como vai o senhor? – Griffin estendeu a mão.

– Bem. – O Sr. Shay apertou a mão dele. – Parece um bom rapaz. Não tanto quanto o Freddie.

– Obrigado, Sr. Shay – disse Freddie, sorrindo e estufando o peito. Sam deu-lhe um peteleco na orelha. – Ai!

– Pai! – disse Carly.

– Tudo bem – disse o Sr. Shay, sorrindo. – Sei que não namoraria qualquer um. Se você está feliz, eu estou feliz.

Eles conversaram, almoçaram – a comida da Srª Benson não estava tão ruim; depois foram ao centro assistir ao fogos do 4 de julho.

À NOITE

Spencer entrou no apartamento, às escuras, e acendeu a luz.

– Pai? – disse ele ao ver o homem sentado na poltrona, com os braços cruzados.

– Olá, filho. Pensou que eu ia embora sem te ver?

– Foi uma viagem de última hora, eu...

– Você tem alguma coisa pra contar?

– Eu? Não.

– Você não quer me dizer que deixou a faculdade pra virar um artistia plástico?

– É... Como você sabe? – perguntou Spencer, surpreso.

– Meus amigos me mantêm informado sobre o que acontece na superfície e você tem aparecido muito nos jornais. Liguei pra faculdade e me informaram que você só foi lá 3 dias.

– Ah, pai, eu sinto muito.

– Se você está bem assim, tudo bem pra mim.

– Eu sei que... Peraí, você não fica zangado?

– Claro que preferia que você fosse advogado, mas nem sempre os filhos fazem o que os pais querem.

– Valeu, pai – disse Spencer. Os dois abraçaram-se.

FIM

FANFIC 2

*Direitos de iCarly reservados a Dan Schneider e a Nickelodeon

*********OUTRO @DEUS**********

ESTÚDIO DO iCarly

– E esse foi o vídeo que meu irmão Spencer fez na sua visita aos estúdios da Nickelodeon – disse Carly para câmera, depois da exibição do vídeo.

– Agora – disse Sam. – Mais um espetacular concurso do iCarly. – Freddie apertou num botão do notebook para os efeitos visuais e Sam, no seu controle de efeitos sonoros.

– Grave um vídeo contando como está gastando suas férias – disse Carly – e envie pra gente.

– Assistimos aos cinco primeiros segundos, se for interessante continuamos.

– Sam! No máximo dois minutos de duração, pessoal. O vencedor vai...

– ...conhecer o estúdio do iCarly – Sam acionou seu controle de novo.

– Valeu. Até a próxima – disse Carly. Freddie acionou a “Dança Maluca” e as meninas começaram a pular.

– E... corta – ele desligou a câmera.

– Carly, eu preciso falar com você – disse Griffin, já trocado e sem a maquiagem de palhaço.

– Eu quero falar com você, Freddie – disse Sam.

– Não tenho nada pra falar com você. – Sam puxou-o pelo braço para fora do estúdio.

– Parece que ninguém quer falar com o Gibby – disse o próprio e saiu.

– O que foi? Parece preocupado.

– Tenho uma coisa não muito legal pra te contar... Sabe a festa do Rob na semana passada?

– Sei – respondeu Carly.

– Então... eu encontrei uma ex-namorada e... ela me beijou.

– O quê!? Por que não me contou antes?

– Eu achei que não era importante, mas não consegui fingir que não tinha acontecido nada.

– Vocês se beijaram de verdade? – perguntou Carly, triste. Griffin balançou a cabeça, afirmativamente, olhando para o chão. – Você disse que não iria se eu não fosse. Você mentiu duas vezes, Griffin. Por que?

– Eu sinto muito, Carly.

– Você sente muito? – perguntou Carly, quase chorando. – Odeio mentira; você sabe disso. Por que não fala alguma coisa? Aliás, tem mais alguma coisa pra me contar? – Griffin continuou olhando para o chão. – Então, acho que acabou.

– Desculpa, Carly – disse Griffin e saiu. A garota jogou-se num pufe.

ENQU@NTO ISSO...

Freddie e Sam estavam na escada da saída de emergência.

– Combinamos ser sinceros e acho que te devo uma explicação – disse Sam. – Olha, eu acho que não estamos dando certo juntos. A gente briga toda hora, por qualquer coisa, e eu...

Você tá saindo com o Pete?

– Não. O Pete é meu amigo. Mas...

– Mas?

– Você sabe que eu gostei dele. E acho que eu tô gostando dele de novo – Sam olhou para Freddie. – Desculpa, Freddie, eu não quero te magoar.

– Tudo bem. O importante é que tá sendo sincera.

– Eu gosto de você, Freddie, de verdade. E não quero estragar tudo com mentiras. Enquanto eu estiver confusa é melhor sermos só amigos.

– Ok, então. Isso quer dizer que posso ficar com outras garotas, se quiser.

– Pode – disse Sam. – Não sabia que já tem outra garota em vista.

– Você sabe...

– Não acredito que vai ficar com a Melanie.

– Ah, qualé, Sam? Você termina comigo porque acha que gosta de seu ex-namorado e quer que eu fique na fossa e me arrastando a seus pés? Não vou bancar o idiota como fiz quando era apaixonado pela Carly.

– Não tô terminando com você pra ficar com o Pete! Só quero ter certeza do que sinto – disse Sam, chateada.

– Quer saber, Sam? A gente só dá valor quando perde. Quando perceber que eu não tô mais te esperando pode ser tarde. – Freddie saiu.

– Freddie Benson! – gritou Sam, indo atrás dele.

@P@RT@MENTO DE C@RLY

– Eu tô falando com você – disse Sam a Freddie, enquanto entravam no apartamento.

– Acabou, Sam. Eu entendi. Não temos porque estender isso. Agora cada um faz da sua vida o que quiser.

– Ótimo – disse ela. – O que foi, Carlota? – perguntou, ao ver a amiga sentada no banco, cabisbaixa.

– Eu e o Griffin terminamos.

– Ah – Sam e Freddie abraçaram-na.

– O que foi? – perguntou Spencer, entrando no apartamento, com várias sacolas.

– Carly e Griffin terminaram – disse Sam.

– De novo?

– Spencer!

– Ah, qualé? Vocês quatro terminam sempre e sempre voltam.

– Acho que desta vez não tem volta – disse Carly.

– Vamos ver. – Spencer tirou das sacolas vários rolos de arame colorido.

– O que vai fazer desta vez? – perguntou Freddie.

– Um homem do Texas me encomendou a escultura de um foguete para o filho que vai fazer cinco anos.

– Tem ideia de como vai fazer isso?

– Tem ideia de quanto ele vai me pagar?

– Quanto tempo? – perguntou Sam.

– Duas semanas.

– Boa sorte! – dissse Sam. – Vamos, Carly, vamos tomar um milk-shake de chocolate, pra levantar o astral.

– Não, não – disse Spencer. – Vocês vão me ajudar.

– Dez por cento – disse Sam. – Pra cada um.

– Quê!? Nem pensar...

– Nada feito...

– Cinco...

– Oito – disse Sam, estendendo a mão.

– Feito – disse Spencer, apertando a mão dela. – Vamo começar.

DU@S SEM@N@S DEPOIS

– Conseguimos – disse Spencer, depois que o homem foi embora com o foguete, que não saiu pela porta. Ao final, tiveram que colocá-lo, sozinho, no elevador e eles desceram pelas escadas.

– A grana – disse Sam.

– Você não perde tempo, né? – perguntou Spencer, dando o dinheiro a ela, a Carly e a Freddie.

– É, três quartos, sala, cozinha... Prédio Bushwell... Tudo certo, então?... Obrigado – disse Lewbert, ao telefone.

– Apartamento pra alugar? – perguntou Freddie.

– É, já que o Griffin e a mãe dele foram embora...

– O quê!? – disse Carly.

– Você não sabia? – perguntou Lewbert. – Ele dieixou isso pra você. – Ele entregou um envelope a ela. Carly abriu e leu: “Carly, espero que me perdoe um dia. Minha mãe conseguiu um trabalho em Nova York e tivemos que nos mudar. Ela me matriculou num colégio interno. Não fique pensando em mim. Griffin.” A garota abraçou Spencer e começou a chorar.

– Não fica assim, Carly – disse Freddie.

– Desculpa – disse Lewbert. – Eu não...

– Tudo bem – disse Sam. – Não é culpa sua. – Spencer levou Carly para o elevador, ainda abraçados. Sam e Freddie acompanaram-nos.

FIM

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Fanfic especial de Natal


Feliz Natal - Merry Christmas, Feliz Navidad -, gatinhas e gatinhos! Espero que gostem da fic; ficou um pouco grande. Dedicada aos meus queridos leitores – vocês são anjos que me deixaram presentes durante todo 2010; comentários capazes de transformar dias cinzentos em sitcom!
ATENÇÃO: ESSA FANFIC É INDEPENDENTE DAS OUTRAS.
*Direitos de iCarly reservados a Dan Schneider e a Nickelodeon
iAm your angel (Eu sou seu anjo)
@P@RT@MENTO DE C@RLY
Carly, Sam e Freddie estavam assistindo TV, quando Spencer entrou no apartamento correndo e todo coberto de neve.
– O que aconteceu? – perguntou Carly.
– Guerra de neve – disse Spencer, tirando o casaco e pendurando no cabide perto da porta. – Chuck venceu, mas terei uma revanche. – A campanhia tocou e Spencer correu para o quarto. Carly foi atender.
– Oi, Carly – disse Gibby.
– Oi – ele entrou e Carly fechou a porta.
– Nada de Chuck? – perguntou Spencer, escondido atrás da parede.
– Fala sério, você desse tamanho com medo de uma criança – zombou Sam, levantando-se e indo para cozinha. Abriu a geladeira e pegou um refrigerante.
– Ele sabe arremessar com força. – Spencer jogou-se no sofá.
– Quase na hora de começar o show, pessoal – disse Freddie, levantando-se.
– Vamos logo, que o Freddie vai ao shopping falar com o Papai Noel, ainda hoje – disse Sam, com deboche.
– Cala a boca, Puckett – disse ele, andando até ela.
– Não me mande calar a boca, Benson. – Ela deu um tapa nele.
– Carly – chamou Freddie.
– O que eu disse, Sam? – perguntou Carly, colocando-se entre os dois. – Natal é o nascimento de Jesus; época de paz, amor e felicidade. Você não pode bater no Freddie.
– Então, depois do Natal eu posso.
– Não – disseram Carly e Freddie. – Ano Novo! Época de união e fraternidade – completou Carly.
– Vai ver o que te acontece no dia 2 de janeiro – ameaçou Sam.
– Sam! – repreendeu Carly. – Vamos, já estamos atrasados. – Eles subiram para o estúdio.
DEPOIS DO iCarly
Sam, Freddie e Gibby chegaram à sala. Spencer estava concentrado escrevendo, sentado ao balcão.
– O que tá fazendo? – perguntou Sam, aproximando-se dele.
– Escrevendo minha carta pro Papai Noel – respondeu ele.
– Você ainda acredita em Papai Noel? – perguntou Sam, rindo.
– Como assim “ainda”?
– Spencer, o bom velhinho não existe. É só uma lenda idiota pra criancinhas.
– O quê? – Spencer estava com lágrimas nos olhos.
– Cheguei – disse Carly, saindo do elevador, com um potinho, com o nome “iCarly” na mão. – Eu tive uma ideia...
– Carly, a Sam tá dizendo que Papai Noel não existe – disse Spencer, com a voz trêmula.
– Sam, que feio, mentindo – disse Carly. – Não acredite nela, Spencer. – A garota puxou Sam para o lado. – Você quer acabar com o sonho dele de uma hora para outra? Ele precisa de um tempo pra processar essa informação.
– Não acha que ele já teve tempo suficiente? – perguntou Sam. – Olha a idade dele.
– E daí? – intrometeu-se Freddie. – Não é porque você é tão cética que todos vão ser.
– Cética é sua mãe.
– Você nem sabe o que cética.
– É claro que... – ela pensou um pouco. – É, eu não sei, mas...
– Posso contar minha ideia? – perguntou Carly, impaciente. – É o seguinte: é parecido com um amigo-secreto, mas o presente não será no dia de Natal. Durante a semana, você deixará lembranças pra pessoa que sorteou – você será o “anjo” dela e terá um “anjo”, também. No fim da semana, revelamos quem é o anjo de quem. O que acham?
– Legal! – disseram Spencer, Gibby e Freddie.
– Perda de tempo e dinheiro – disse Sam, comendo um pedaço de pizza gelada.
Carly passou o potinho e cada um pegou um papelzinho. – Pronto – disse ela.
DOIS DI@S DEPOIS
Carly abriu a caixinha, que estava em cima da mesa, com seu nome. – Ah, que bonitinho! – Era uma anjinha (com vestido rosa e segurando um coração com a palavra “LOVE”) para enfeite. A campanhia tocou e ela foi atender.
– Oi, Carly – disse a irmã gêmea de Sam, parada na porta.
– Melanie – elas abraçaram-se. – Não sabia que vinha passar o Natal aqui. – Elas entraram e Carly fechou a porta.
– Decidi ontem. Sam está aqui?
– Tá lá em cima.
– Carly, eu... – disse Freddie, entrando no apartamento, com o notebook na mão.
– Freddie – disse Melanie, abraçando-o.
– Sam, qual seu problema? – perguntou ele, confuso.
– Não sou a Sam, sou a Melanie – ela sorriu.
– Essa brincadeira de novo? – perguntou ele. – Eu não caio mais nessa.
– Acho que não deveria ter comido tudo da cesta de café da manhã do meu anjo – disse Sam, saindo do elevador.
– Sam? – perguntou Freddie, olhando dela para Melanie.
– Não, a Jennette McCurdy – disse Sam, sarcástica. – Claro que sou eu. O que tá fazendo aqui, Melanie?
– Vim passar o Natal com vocês. Não é legal?
– Não – respondeu Sam, enfaticamente, enquanto Freddie olhava, abobalhado, de uma para outra.
– Então a história da irmã gêmea da Sam é verdade? – perguntou ele.
– Infelizmente – disse Sam, indo para cozinha.
– Freddie achava, até agora, que a gente tinha pregado uma peça nele e Sam tinha fingido ser outra pessoa, fazendo ele acreditar que ela tem uma irmã gêmea – explicou Carly a Melanie.
– Ah. Bom, eu existo – disse ela, sorrindo para ele. – E a gente poderia sair de novo.
– Ahn... – ele saiu correndo.
M@IS T@RDE
A porta do elevador abriu-se e Spencer entrou no apartamento, arrastando um pinheiro com uma mão e com a outra, segurando um peru. – Ajuda, por favor? – Carly, Sam e Melanie puxaram o pinheiro até perto da porta, onde ele ficaria, e Spencer colocou o peru em cima da bancada da cozinha.
– Ahn, Spencer, por que você trouxe um peru vivo? – perguntou Carly, observando o bicho.
– Era mais barato. Você comprava o pinheiro e com mais dez doláres levava o peru.
– E quem vai matar ele? – perguntou ela.
– Eu, claro – disse ele.
– E você já fez isso antes? – perguntou Sam, desconfiada.
– Não.
– Ele é tão bonitinho – disse Melanie, observando o peru.
– Chegou pra você – disse Carly, apontando para um gorro de Papai Noel cheio de chocolate.
– Ah, que legal! – disse Spencer, pegando um bombom.
– Ok, foi uma alucinação – disse Freddie, entrando no apartamento, com os olhos fechados. Ele abriu os olhos. – Não, é de verdade. Por que você nunca me disse que tinha uma irmã gêmea? – vociferou ele para Sam. – Ei, peraí – ele baixou a voz. – Se a Melanie existe, isso quer dizer que eu... Isso é ótimo! – ele saiu.
– Ele pirou – disse Sam.
DI@ SEGUINTE
Carly estava tomando café da manhã com Spencer. O peru estava ao lado deles, comendo farelos, em um pratinho.
– Come tudo, hein, Alfredo?
– Você colocou um nome nele? – perguntou Carly, balançando a cabeça. A campanhia tocou e Carly foi atender.
– Ah, oi, Carly – disse Griffin, parado na porta, com um carrinho de supermercado cheio de brinquedos e um gorro, com orelhas de duende, na cabeça.
– Oi, Griffin. Belo chapéu – ela sorriu.
– Valeu – ele sorriu também. – Desculpa bater tão cedo. É que tô recolhendo doações de brinquedos pra crianças carentes. Você poderia contibuir?
– Ah, que legal! Tenho que olhar no depósito. Você poderia voltar depois?
– Ah, claro – disse Griffin, sorrindo. – Seu anjo mandou isso pra você. – Ele pegou um embrulho no carrinho e entregou a ela.
Ela abriu o presente. – O novo CD do Cuddle Fish! Preciso ouvir agora. Até mais, Griffin.
– Até. – Ele saiu e ela fechou a porta.
ESTÚDIO DO iCarly
Freddie entrou no estúdio. – Ah, oi, Melanie – disse ele, ao ver a garota sentada num pufe. – Onde estão Sam e Carly?
– Carly foi à recepção pra ver qual o problema com o aquecedor e Sam foi comprar frango frito.
– Elas estão atrasadas para o ensaio do especial, que é depois de amanhã.
– Parece estressado, querido – disse ela, levantando-se. – Sente aqui – ela empurrou-o para um banco e começou a massagear os ombros dele. – Melhor?
– Bem melhor – respondeu ele, sorrindo. – Mas... – Ele levantou-se virou, ficando de frente para ela. Ela beijou-o.
N@ RECEPÇÃO
Carly saiu do elevador e foi até o balcão, mas Lewbert não estava lá. Ela ficou esperando ele voltar. Griffin desceu as escadas, abraçado com uma garota loira.
– Vai passar o Natal lá em casa – disse ela.
– Acho melhor esperar minha mãe chegar. Ela disse que ia fazer o possível pra estar aqui. Mas obrigado. Pode me ligar quando quiser, viu?
– Obrigada – eles abraçaram-se e ela saiu.
– Oi, Carly – disse ele, ao vê-la. – Obrigado, mais uma vez, pelos brinquedos. Vai fazer muitas crianças felizes.
– De nada... O que aconteceu com sua mãe?
– Ela foi até Vancouver e a estrada está interditada até a neve baixar e os voos estão cancelados. Pode ser que ela não chegue pra ceia.
– Ah, que chato. Passa lá em casa, se quiser.
– Valeu. – Ele entrou no elevador.
– O que você quer? – perguntou Lewbert, rabugento, saindo do escritório. – Se for sobre o aquecedor de novo, eu tô tentando consertar!
– Sabe, você deveria ser mais legal, pelo menos no Natal.
– Eu odeio o Natal! – gritou ele.
– Por que?
– Porque o velho pançudo, de roupa vermelha, não me trouxe o que eu pedi.
– Mas Natal não é presentes. É a reunião com os amigos e a família...
– Eu não tenho amigos nem família! – Ele gritou e entrou no escritório, batendo a porta.
– Oi – disse Sam, entrando no prédio, com um pote de frango frito. – Não sabe o que meu anjo mandou pra mim – uma foto autografada do Drake Bell! – Elas gritaram juntas. Lewbert voltou, aborrecido.
– Vamos, tá na hora do ensaio... – elas entraram no elevador.
ESTÚDIO DO iCarly
Carly e Sam entraram no estúdio e viram Freddie e Melanie beijando-se.
– Hum – fez Carly.
– Desculpa, Carly – disse Freddie, quando os dois afastaram-se, ruborizados.
– Vamos começar o ensaio? – perguntou ela.
– Vamos – disse Freddie, indo até o carrinho, onde estava o notebook.
– Sam? – chamou Carly, quando a garota não se mexeu.
– Ah, tá. Segura pra mim? – perguntou a Melanie e derrubou o frango na blusa da irmã. – Ah, meu Deus. Acho que terá que ir pra casa trocar ou vai manchar.
– Minha mãe pode dar um jeito – disse Freddie. Ele pegou a mão dela e os dois saíram.
S@L@ DO @P@RT@MENTO
– Meu anjo me mandou um boneco do “Guerra nas Galáxias” e um porta-retrato com uma foto minha e da Tasha. Muito maneiro – dizia Gibby para Spencer, quando as meninas desceram.
– Feliz Aniversário! – disse Guppy, sentado ao balcão, comendo taco de macarrão.
– Não é aniversário de ninguém, Guppy. É Natal.
– Oi, Gibby, Tasha, Guppy – disse Carly, sorrindo.
– Oi, Carly.
– Feliz aniversário! – disse Guppy.
– Chamou, Spencer? – perguntou a sra. Benson, entrando no apartamento, acompanhada por Freddie e Melanie (vestida com um casaco de Freddie).
– A senhora já matou um peru?
– Não.
– Carly, me empresta uma blusa sua pra eu poder ir pra casa? – pediu Melanie.
– Vem cá – disse Carly e as duas subiram as escadas.
– Por que não comprou um peru morto? – perguntou a sra. Benson.
– Porque por aquele preço só tinha vivo – respondeu Spencer.
– Deixa que eu faço isso – disse Sam, pegando a faca. – Basta fingir que é o Freddie. – Ela segurou o pescoço do bicho e Gibby colocou a mão nos olhos de Guppy.
– Não! – gritou Spencer, pegando a faca da mão dela. – Não quero matar o Alfredo.
– Colocou um nome nele? – perguntou Tasha.
– Feliz aniversário, Alfredo! – disse Guppy, batendo palmas.
– Esse ano, a ceia será sem peru – anunciou Spencer.
– O quê!? – disse Carly, descendo as escadas, acompanhada por Melanie.
– Não se preocupem, eu trago o peru – disse a sra. Benson.
– Eu já vou. Tchauzinho, pessoal – disse Melanie.
– Já vai tarde – murmurou Sam.
– Volte sempre, querida – disse a sra. Benson. – Tão educada! Nem parece que é irmã da Samantha... – as duas saíram.
– Podemos ensaiar agora? – perguntou Freddie.
DI@ SEGUINTE
– Consegui falar com a mãe do Lewbert – disse Carly, enquanto adiantava os doces para o dia da festa.
– Pra que queria falar com ela? – perguntou Sam, sentada em um banco.
– Queria descobrir o que ele não ganhou... Ela gritou um pouco, desligou na minha cara, mas, na quarta vez, consegui. Ele queria um treinzinho que andava nos trilhos sozinho, mas a mãe dele não tinha dinheiro.
– Não vai me dizer que você...
– Carly, aqui está o que pediu – disse Freddie, entrando no apartamento, acompanhado por Melanie e com uma sacola na mão. – Foi difícil encontrar um igual – ele sentou-se no sofá. Melanie sentou ao lado dele e ele passou o braço pelos ombros dela. Ele começou a brincar com o cabelo dela e depois, eles deram um beijinho de esquimó.
– Acho que vou vomitar – disse Sam, olhando para eles.
– Obrigada, Freddie e Melanie... Sam, esses cup cakes são presentes do meu anjo, não do seu – disse Carly, ao ver a amiga comendo os mini-cup cakes da caixa, que estava em cima do balcão.
– Olha só o que recebi hoje de manhã – disse Spencer, vindo do quarto, com um livro na mão. – “Os maiores escultores do mundo”. Muito legal.
– Ainda não recebi nada do meu anjo – disse Freddie.
– Quem perguntou? – disse Sam.
A campanhia tocou e Spencer foi atender.
– Oi – disse Gibby, entrando no apartamento. – Olha o que meu anjo me enviou – disse ele, abrindo uma caixa vazia.
– Não tem nada aí – disse Sam.
– Sério? – disse Freddie, sarcástico. – Ninguém percebeu.
– Não tinha um cartão? – perguntou Carly, antes que Sam pudesse responder.
– Tinha. – Gibby pegou o cartão e leu: – “Era para ter uma camisa aqui, mas já que você gosta de andar sem camisa, vou comprar outro presente. Do seu anjo.” Gostei – disse ele, rindo. – Ah, Sam, isso estava na recepção pra você – ele passou uma caixa para ela. Sam pegou-a e abriu.
– O que é isso? – perguntou ela, ao ver os bolinhos açucarados que pareciam bolinhos de chuva, mas em forma de”S”.
– Buñuelos – respondeu Melanie, ao ver os bolinhos. – Doce típico de Natal em alguns países...
– Não falei com você – disse Sam e mordeu um. – São bons! – falou, com a boca cheia.
DI@ DE N@T@L
– Não deixa os biscoitos queimarem, viu, Spencer? – disse Carly.
– Tô atrasado? – perguntou Gibby, entrando no apartamento, comendo um taco de macarrão. – Meu anjo me mandou uns tacos muito deliciosos.
– Falta a Sam. Mas isso não é novidade. Vamos subir; Freddie tá esperando. Spencer, não esquece os biscoitos no forno.
– Tá – disse Spencer, rindo de um especial, na TV.
– Onde tá o Alfredo? – perguntou Gibby.
– Mandei pra fazenda do vovô Shay – respondeu Spencer.
– Cheguei – disse Sam. – Quase não consegui sair da loja de presentes.
– Você comprou presentes? – perguntou Spencer. – Isso é um acontecimento.
– Só pra Carly – respondeu ela, colocando a sacola embaixo da árvore.
– É, era bom demais pra ser verdade – disse Spencer.
– Vambora – disse Carly e eles subiram as escadas.
ESTÚDIO DO iCarly
– Eu quero falar com o Papai Noel, não com a rena – disse Sam, vestida de criança.
– Mas eu sou o Papai Noel, hou, hou, hou – disse Carly, vestida com uma fantasia do mesmo. – Olha a rena aqui – e apontou para Gibby, vestido de rena e com o nariz vermelho.
– Mas você tá de vermelho. É a rena que veste vermelho.
– Não, a rena tem o nariz vermelho.
– Você tá tentando me enganar.
– Não...
– Tá sim...
– Estou não, hou, hou... – Freddie acionou os efeitos visuais e uma voz disse “Peça patética do iCarly – A garota que confundiu o Papai Noel com a rena do nariz vermelho”...
– Pra terminar, vamos mostrar, direto da câmera da recepção, o que Lewbert está achando do presente que ele ganhou. Freddie... – disse Carly.
– Pronto – ele acionou o telão e ligou a câmera da recepção. Lewbert tinha montado o trilho de trem no chão. O treinzinho ficava dando voltas e ele batia palmas e gritava de felicidade.
– Ridículo – disse Sam, rindo e balançando a cabeça.
– É bom saber que contribuímos pra felicidade de alguém – disse Carly e Sam acionou as palmas. – Bom, pessoal, espero que tenham gostado do nosso especial de Natal. Até semana que vem.
– Tchau e feliz Natal! – disse Sam.
– E corta! – disse Freddie e desligou a câmera. O celular dele tocou. – Oi, Mel... Ah... – Ele desligou e saiu, batendo a porta.
– O que aconteceu? – perguntou Carly.
– Não sei – disse Sam, com um sorriso malicioso.
M@IS T@RDE
O apartamento estava decorado e a mesa da ceia estava posta, quando Freddie e a sra.
Benson (carregando o peru assado numa bandeja) chegaram. Músicas natalinas tocavam baixinho no som.
– Belo presente a Melanie te deu, não? – perguntou Sam, comendo biscoitos em forma de estrela, quando Freddie aproximou-se. – Voltou com o namorado e te deixou... Pode chorar, agora, não...
– Cala a boca, Puckett – disse Freddie, aborrecido. – Tá feliz por eu estar mal, né? – Sam apenas sorriu.
– Sam, joga fora esses biscoitos queimados, por favor – disse Carly, indicando a bandeja em cima da pia, e olhou feio para Spencer.
– Sua mãe não vem, Gibby? – perguntou Spencer.
– Ela vai passar aqui, pra levar a gente pra casa do papai.
– A gente poderia revelar logo quem é o anjo de quem – disse Freddie. – Tenho contas pra acertar com o meu.
– Feliz Natal! – disse a sra. Puckett, entrando no apartamento, vestida de vermelho e com um gorro vermelho e branco na cabeça.
– Ahn – fez Sam.
– Bem-vinda, sra. Puckett – disse Carly, sorrindo...
@LGUM TEMPO DEPOIS
– Minha mãe vem buscar a gente daqui a pouco – disse Gibby a Carly.
– Já? Vamos revelar os anjos, pessoal. Alguém quer começar?
– Você acha que quem é seu anjo, Carls? – perguntou Sam.
– O Spencer.
– Como sabe? – perguntou ele.
– Talvez por que você escreveu no cartão da caixa de cup cakes “Para minha maninha”?
– Ah, claro, não deveria ter feito isso. – Eles abraçaram-se. – E você era o anjo de quem?
– Do Gibby.
– Legal. Valeu pelos presentes – eles abraçaram-se. – E eu era o anjo do Spencer.
– Adorei as meias – disse Spencer, levantando as pernas da calça. As meias vermelha e verde tinham pisca-pisca de árvore de Natal, na parte de cima. Eles abraçaram-se. – Então, Freddie é o anjo da Sam e a Sam é o anjo dele. – Freddie olhou, aborrecido, para Sam e subiu as escadas. Alguém bateu na porta e Carly foi atender – era Anna.
– Vamos, queridos? – perguntou Anna.
– Não quer entrar, Anna? – perguntou Spencer, indo até a porta.
– Não. Os meninos vão chegar atrasados e tenho que levar Tasha em casa – disse ela, sem olhar para ele. – Feliz Natal, Spencer! – e saiu. Gibby, Guppy e Tasha despediram-se dos outros e saíram.
ESTÚDIO DO iCarly
Freddie estava sentado em um pufe. Sam entrou e estendeu um embrulho num papel vermelho para ele.
– O que é isso? – perguntou ele, zangado.
– Abre. – Ele pegou e rasgou o papel.
– Não acredito. O novo jogo em 3-D do “Guerra nas Galáxias” – disse ele, sorrindo. – Onde conseguiu? Eles esgotaram na primeira semana.
– Sorte. Só tinha esse e pedi pra mulher guardar. Não comprei outros presentes porque não tinha dinheiro e sabia que queria muito esse jogo – ela parecia envergonhada.
– Esse valeu por dez. Obrigado, Sam – ele levantou-se e fez menção de abraçá-la. Houve um silêncio constrangedor. – Tenho um presente pra você. Espera aqui. – Ele saiu e voltou dois minutos depois, com um embrulho azul na mão. – Não sei se vai gostar, porque não gosta de ler... – falou, enquanto ela abria e tirava um livro intitulado “Ovos azuis com bacon”.
– Eu tinha um livro desse quando era pequena, mas perdi na mudança. Acho que minha mãe jogou fora – disse ela, sorrindo. – Obrigada, Freddie.
– Não vale chorar – brincou ele.
– Já me viu chorando alguma vez? – ela olhou para o chão. – Ahn...Posso te dar um abraço?
– Pode – ele disse, constrangido. Eles atrapalharam-se um pouco, até Sam colocar os braços em torno do pescoço de Freddie e ele abraçá-la pela cintura.
– Se contar isso pra alguém, eu te mato – Sam disse, enquanto eles afastavam-se.
– Não vou contar – disse ele, sorrindo. – Você que tem que tomar cuidado com o que diz quando for ao dentista e ficar dopada.
– Engraçadinho – disse ela, sarcástica. – Como conseguiu a foto autografada do Drake?
– Minha mãe é amiga da esposa de um amigo do cunhado do marido da empregada do Drake. Ela me colocou em contato com ele e pedi que ele me enviasse a foto por fax.
– Valeu mesmo – ela sorriu.
S@L@ DO @P@RT@MENTO
Alguém bateu na porta e Carly foi abrir. – Ah, oi, Griffin – disse ela, sorrindo.
– Você tá muito linda – disse ele, sorrindo. – Você é muito linda – corrigiu.
– Obrigada – ela sorriu. – Entra.
– Minha mãe vai chegar daqui a pouco; não posso demorar – ele entrou e ela fechou a porta. Eles ficaram perto da árvore. Os outros estavam na cozinha. – Vim trazer isso pra você – ele estendeu uma caixinha. Carly abriu e dentro havia um porta-joias em formato de cup cake rosa, com granulados coloridos. Ela abriu a parte de cima (que seria a cobertura) e uma música soou.
– Ah, é lindo, Griffin, obrigada – ela abraçou-o.
– Fico feliz que tenha gostado – disse ele, retribuindo o abraço. Quando eles afastaram-se, ficaram com os rostos bem próximos... o celular de Griffin tocou. – Ah – disse ele, aborrecido. Ele atendeu. – Oi, mano... Tá, tô indo... – ele desligou. – Minha mãe chegou.
– Deseja “Feliz Natal” a ela por mim. E espero que sua namorada não se aborreça com o abraço.
– A Bianca? Ela não é minha namorada. Só tava dando uma força. O namorado dela trocou ela pela amiga.
– Que bom – disse Carly.
– Ahn?
– Que ela tem um amigo tão legal pra ajudar – ela apressou-se em corrigir.
– Ah. Tchau, então.
– Ah, espera, tenho uma coisa pra você – ela pegou um embrulho embaixo da árvore. Ele abriu e tirou um ursinho branco, com um gorrinho de Papai Noel numa orelha.
– Ah, mascote-bebê de Natal. Edição limitada. Não achei em nenhuma loja da cidade. Obrigado, Carly – ele abraçou-a e beijou-a, rapidamente. – Feliz Natal, Carly – ele sorriu e saiu.
– Feliz Natal, Griffin – disse ela, sorrindo, e fechou a porta.
ENQU@NTO ISSO...
– Você ficou um rapaz muito bonito, Freddie – disse a sra. Puckett.
– Mãe, ele tem idade pra ser seu filho – disse Sam, sentada ao balcão, levantando os olhos do seu livro.
– Mas não é. Você também vê maldade em tudo, Sam. Só não sou cega igual a você. Pelo menos Melanie não perdeu tempo... Sabe, eu preferia você pra meu genro que aquele almofadinha, que foi buscar ela.
– Obrigado, sra. Puckett... eu acho – disse Freddie, jogando o “Guerra nas Galáxias em 3-D”, também sentado ao balcão.
– As três, fiquem longe do meu Freduardinho – disse a sra. Benson, puxando Freddie para perto dela.
– Peraí, mãe – disse ele, desvencilhando-se dela e sentando-se ao computador, de novo.
– Ceia ou troca de presentes, primeiro? – perguntou Carly, aproximando-se.
– Ceia – todos disseram.
– Ganhou um presente especial de Natal, né, amiga? – perguntou Sam, sorrindo. Carly sorriu e ruborizou.
– Foto – disse Spencer, vindo do quarto. Eles posicionaram-se e ele colocou a câmera em espera sobre o balcão e correu para o lado de Carly. Tirada a foto, eles sentaram-se à mesa, cheia de iguarias natalinas, ao som de Noite Feliz.
FIM

iCURIOSID@DES:
*A ideia desta fic veio de uma brincadeira dos meus professores, do meu antigo colégio , durante o projeto “Gentileza gera gentileza”. Cada um tinha um “anjo” – e era o “anjo” de alguém – que deixava presentes secretos, e revelariam no fim do ano.
*O nome “iAm your angel” eu tirei da música de Celine Dion que eu amo, “I’m your angel” e acho que lembra o Natal.
*A anjinha que Carly ganhou é inspirada em uma igual que minha mãe ganhou de uma amiga, que trouxe para ela, dos EUA, e acho tão fofa.
*Os doces que Sam recebeu do anjo dela, buñuelos, eu descobri em um livro que eu li recentemente, “Garotas da Rua Beacon – Más notícias/Boas notícias”, de Annie Bryant. Buñuelos são consumidos em países de língua espanhola, principalmente no Natal. Freddie parece ter uma ligação com a cultura espanhola, então achei que era uma boa referência.
*O livro que Sam recebe é um trocadilho com o famoso livro americano para crianças, do Dr. Seuss, “Ovos verdes com presunto” (“Green eggs and ham”). Ovos azuis com bacon(que parece vermelho) formam roxo, a cor de Seddie. O livro é mencionado em dois filmes que eu amo, “Doze é demais 2” e “Uma lição de amor”, mas não o tinha lido. Quando o li, em inglês mesmo, depois de escrever a fic, descobri que um dos personagens chama-se Sam.
*O mascote-bebê que Carly dá para Griffin eu me inspirei em um ursinho com um gorro de Papai Noel numa orelha, que eu ganhei da minha professora, no Jardim de Infância, e encontrei na mudança.
Gostaram da fic? Comentem! E um Natal superhipermegamaravilhoso para vocês!